Em Nome de Allah, o Clemente, o Misericordioso!


Jesus Cristo


O Nascimento de Maria e o modo como foi Educada

Maria (as), a qual foi escolhida para dar à luz Jesus (as), nasceu numa época de desordem, durante a qual os Filhos de Israel depositavam todas as suas esperanças na vinda de um Messias. De todo inconsciente de ser ela o centro de todas as esperanças, Maria foi excepcionalmente escolhida por Allah para este dever abençoado e educada em conformidade com o mesmo. Maria descendia de uma família nobre, a família de ‘Imran. Allah escolheu esta família de entre todas as restantes famílias.

  Os membros da família de ‘Imran eram conhecidos como sendo pessoas que possuíam uma profunda fé em Allah. Eles dirigiam-se a Ele em todos os atos que executavam, e observavam meticulosamente os Seus limites. Quando a esposa de ‘Imran percebeu que estava grávida, dirigiu-se ao seu Criador e orou, devotando a criança que se encontrava em seu útero ao serviço de Allah. Allah refere isto no Alcorão:

  “(Lembra-te de) quando a mulher de ‘Imran disse: “Ó meu Senhor! Consagrei-te o que está no meu ventre, liberto de tudo; portanto, aceita-o de mim; na verdade, Tu és o que ouve e sabe tudo”. Quando ela deu à luz disse: “Ó meu Senhor! Eu dei à luz uma menina!” E Allah bem sabia o que ela dera à luz “E o macho não é como a fêmea; dei-lhe o nome de Maryam, e ponho-a, bem como a sua descendência, sob a Tua protecção, contra Satanás, o amaldiçoado”. (Surah 3, Al ‘Imran: 35-36)

Quando Maria nasceu, a esposa de Imran procurou apenas o comprazer de Allah. Ela dirigiu-se para Allah e colocou Maria e a sua descendência à Sua segurança do Satanás amaldiçoado. Em resposta à sua sinceridade e à sua oração, Allah concedeu a Maria nobres virtudes. No Alcorão, Allah explica como Maria foi entregue à Sua proteção e cuidado meticuloso.

“O seu Senhor aceitou-a com aprovação e fê-la crescer saudável e bela.” (Surah 3, Al ‘Imran: 37)

Zakariyya (Zacarias) tornou-se o guardião de Maria e durante o tempo que passaram juntos, compreendeu que ela fora favorecida com qualidades excepcionais. Além disso, Allah concedeu-lhe graças “sem conta”:

  “Cada vez que Zacarias entrava no oratório para visitá-la, encontrava-a provida de alimentos. Ele disse: “Ó Maria! De onde te vem isto?” Ela disse: “De Allah: na verdade, Allah providencia o alimento a quem deseja, imensuravelmente”. (Surah 3, Al ‘Imran: 37)

Da mesma forma que Allah escolheu a família de ‘Imran, escolheu também Maria, um dos membros da família de ‘Imran, e concedeu-lhe uma educação excepcional. Allah purificou Maria e escolheu-a de entre todas as outras mulheres. Os seus atributos encontram-se referidos Alcorão da seguinte forma:

  “E (lembra-te) quando os anjos disseram: “Ó Maria! Na verdade, Allah escolheu-te e purificou-te e escolheu-te acima das mulheres de todas as nações. Ó Maria! Sê obediente ao teu Senhor, prostra-te e curva-te com os que curvam (na adoração)”. (Surah 3, Al ‘Imran: 42-43)

Na comunidade em que vivia, Maria tornou-se uma pessoa conhecida pela lealdade e sinceridade que mostrava para com Allah. Ela é particularmente caracterizada como uma mulher “que guardava a sua castidade”.

Na Surah 66, At-Tahrim, encontramos o seguinte a este respeito:

“E com Maria, filha de Imran, que conservou o seu pudor, e a qual alentamos com o Nosso Espírito, por ter acreditado nas palavras do seu Senhor e nos Seus Livros, e por se Ter contado entre os obedientes”. (Surah 66, At-Tahrim: 12)

Maria Engravida

“E menciona Maria, no Livro, a qual se separou de sua família, indo para um local que dava para o leste. E colocou uma cortina para ocultar-se dela (da família), e lhe enviamos o Nosso Espírito, que lhe apareceu personificado, como um homem perfeito. Disse-lhe ela: Guardo-me de ti no Clemente, se é que temes a Deus. Ele disse-lhe: Sou tâo-somente o mensageiro do teu Senhor, para agraciar-te com um filho imaculado”. (Surah 19, Maryam: 16-19)

Como informados nos versículos atrás mencionados, após o fim de uma de sua educação, Maria abandonou o seu povo, indo para um local situado a oriente e aí permaneceu parte da sua vida. Foi exatamente nesta fase da sua vida que, por ordem de Allah, o Anjo Jibril (Gabriel) apareceu a Maria. Esta, por ser uma mulher nobre e casta, ficou profundamente perturbada ao ver um estranho. Contudo, Jibril explicou-lhe que era um anjo enviado por Allah, para lhe comunicar a boa nova da vinda de um filho:

  “E quando os anjos disseram: Ó Maria! Na verdade, Allah dá-te boas novas de uma Palavra Sua: o seu nome será Messias, Jesus (Issa), filho de Maria, ilustre neste mundo e no outro, e um dos mais próximos de Allah”. (Surah 3, Al ‘Imran:45)

Ao receber esta boa nova, Maria colocou a questão de como poderia ela ter um filho, quando homem algum lhe havia ainda tocado sequer:

  “Ela disse: “Ó meu Senhor! Como poderei ter um filho se nenhum homem me tocou? Ele disse: “Assim é: Allah cria o que deseja; quando Ele ordena uma coisa, apenas diz: “Sê”, e ela acontece." (Surah 3, Al ‘Imran: 47)

Durante o tempo em que Maria permaneceu no “local distante” mencionado nos versículos atrás citados, Allah correspondeu ao seu sustento, quer fisica, quer materialmente. Durante a sua gravidez, Maria encontrou-se completamente sob a Sua proteção e cuidado. Todas as suas necessidades eram particularmente conhecidas por Allah.

Entretanto, ao escolher um local isolado para sua morada, Allah preveniu todo o mal que, porventura, lhe pudesse ser infligido por pessoas desprovidas de compreensão para com esta situação.

Jesus (as) é uma Palavra de Allah

No Alcorão, Allah chama a nossa atenção para o fato de que, desde o seu nascimento até à sua morte, Jesus (as) era muito diferente de todos os outros homens à face de terra. O Alcorão confirma o seu nascimento virginal, um tipo de criação com o qual não estamos familiarizados. Antes do seu nascimento, Allah informou a sua mãe a respeito de muitos dos atributos de Jesus (as), incluindo o de que ele fora enviado como um Messias aos Filhos de Israel. Ele foi também declarado como sendo “uma Palavra de Allah”:

“O Messias, Jesus, filho de Maria, foi (apenas) um Mensageiro de Allah e a Sua Palavra que Ele insuflou em Maria; e um Espírito vindo d’Ele...” (Surah 4, An-Nissa: 171)

“E quando os anjos disseram: “Ó Maria! Na verdade, Allah dá-te boas novas de uma Palavra Sua: o seu nome será Messias, Jesus (Issa), filho de Maria, ilustre neste mundo e no outro, e um dos mais próximos de Allah”. (Surah 3, Al ‘Imran: 45)

Allah escolheu o seu nome antes do seu nascimento, tal como fez com Yahya (João Batista) (as). Normalmente, as famílias escolhem os nomes dos seus filhos. Contudo, no caso de Jesus (as), foi diferente. Allah deu-lhe o nome de o Messias, Jesus, o filho de Maria. Esta é uma das mais explícitas indicações de que Jesus (as) foi criado de modo diferente do das outras pessoas.

  De fato, tal como o seu nascimento, os milagres por ele realizados ao longo da sua vida, e o modo como foi elevado à presença de Allah, são sinais da sua diferença relativamente às outras pessoas.

O Nascimento de Jesus (as)

Como é bem sabido, o nascimento é um processo muito dificil que exige muito cuidado. Dar à luz um bebê sem a assistência de uma pessoa experiente e o devido cuidado médico é dificil. Contudo, Maria, completamente só, foi bem sucedida no parto, graças à sua lealdade para com Allah e a confiança que n’Ele depositava.

Enquanto sofria as fortes dores do parto, Allah inspirava-a e instruía-a a cada passo. Desta forma, Maria deu à luz o seu filho sem esforço e nas melhores circunstâncias. Isto foi uma grande graça para com Maria:

“As dores do parto a constrangeram a refugiar-se junto a uma tamareira. Disse: “Oxalá eu tivesse morrido antes disto, ficando completamente esquecida”. Porém, chamou-a uma voz, junto a ela: “Não te atormentes, porque teu Senhor fez correr um riacho a teus pés! E sacode o tronco da tamareira, de onde cairão sobre ti tâmaras maduras e frescas. Come, pois, bebe e consola-te; e se vires algum humano, faze-o saber que fizeste um voto de jejum ao Clemente, e que hoje não poderás falar com pessoa alguma”. (Surah 19, Maryam: 23-26)

Jesus (as) Falou Enquanto ainda estava no Berço

“E (recorda-te) também daquela que conservou a sua castidade (Maria) e a quem alentamos com o Nosso Espírito, fazendo dela e de seu filho sinais para a humanidade”. (Surah 21, Al-Anbiya: 91)

  Um dos acontecimentos com que Allah testou o povo de Maria, foi o nascimento de Jesus (as). Este nascimento, que representava um acontecimento raro para as pessoas, foi um teste, quer para Maria quer para o seu povo. Na verdade, o modo pelo qual Jesus (as) nasceu foi um milagre, utilizado por Allah para chamar as pessoas para a verdadeira fé e uma das mais explícitas evidências da existência de Allah. Contudo, o povo de Maria não conseguiu compreendê-lo e desconfiou dela:

  “Regressou ao seu povo levando-o (o filho) nos braços. E lhes disseram: Ó Maria! Eis que fizeste algo extraordinário! Ó irmã de Aarão, teu pai jamais foi um homem do mal, nem tua mãe uma (mulher) sem castidade!” (Surah 19, Maryam: 27-28)

Como explicado nos versículos acima mencionados, depois que Maria regressou do local distante onde se encontrava, trazendo consigo Jesus (as), o seu povo não lhe permitiu explicar-se. Supuseram que Maria cometera um ato chocante e indecente, limitando-se simplesmente a difamarem-na de forma horrível. Contudo, aqueles que difamaram Maria, conheciam-na praticamente desde o dia do seu nascimento e estavam conscientes da sua pureza e da sua piedade (taqwa), idênticas às dos outros membros da família de ‘Imran.

  Certamente, estes acusações e difamações constituíam um teste para Maria. É evidente que uma pessoa, assim tão pura e piedosa, não agiria como culpada. Isto foi apenas um teste para Maria. desde o momento do seu nascimento, Allah ajudou-a sempre e transformou em bem tudo o que ela fazia. Em contrapartida, Maria sabia que tudo acontece por Vontade de Allah e somente Allah podia provar a natureza infundada de tais difamações.

  De fato, Allah proporcionou conforto a Maria e inspirou-a a permanecer quieta. Allah instruiu-a a não falar com o seu povo mas a apontar para Jesus (as), se estes se aproximassem dela com o intuito de a acusarem. Desta forma, Maria evitava qualquer problema, como o que uma descussão provavelmente originaria. O único que providenciaria as respostas mais precisas para o povo era Jesus (as). Quando Allah deu a boa nova do nascimento de Jesus (as) a Maria, Ele informou-a tambèm de que ele falaria claramente enquanto estivesse ainda no berço.

  “Ele falará às pessoas, ainda no berço, bem como na maturidade. E pertencerá ao número de justos”. (Surah 3, Al ‘Imran: 46)

Assim, Allah facilitou as coisas a Maria e, através das palavras de Jesus (as), proporcionou a verdadeira explicação para o povo. Com tal milagre, a descrença do povo que rodeava Maria desapareceu simplesmente:

  “Então ela lhes indicou que interrogassem o menino. Disseram: “Como falaremos a uma criança que ainda está no berço?” Ele lhes disse: “Sou o servo de Allah, o Qual me concedeu o Livro e me designou com profeta. Fez-me abençoado, onde quer qeu eu esteja, e me encomendou a oração e (a paga do) zakat enquanto eu viver. E me fez piedoso para com a minha mãe, não permitindo que eu seja arrogante ou rebelde. A paz está comigo, desde o dia em que nasci; estará comigo no dia em que eu morrer, bem como no dia em que eu for ressuscitado”. (Surah 19, Maryam: 29-33)

Sem dúvida, um bebê que fala fluentemente ainda no berço, constitui um grande milagre. O povo de Maria ficou atônito ao ouvir estas palavras de sabedoria de um bebê de berço, e esta ocasião provou-lhes que o seu nascimento era um milagre. Todos estes acontecimentos miraculosos mostraram que o bebê que estava no berço era um mensageiro de Allah.

  Esta é a ajuda que Allah proporcionou a Maria, em troca da confiança que n’Ele ela depositara. Ao mostrar um tão impressionante milagre, ela respondeu às difamações que contra si eram levantadas.

Os Milagres de Jesus (as)

  Com a permissão de Allah Jesus (as) realizou muitos outros milagres, isto para além do seu nascimento virginal e a da declaração da sua profecia enquanto recém-nascido. De fato, estes dois milagres eram suficientes para revelar a natureza axtraordinária de Jesus (as). Afinal, somente um milagre pode fazer com que uma criança recém-nascida fale tão racionalmente e com fé:

  “Então, Allah dirá: "Ó Jesus, filho de Maria! Recorda o Meu favor para ti e tua mãe; de como te fortaleci com o Espírito Santo, para que pudesses falar aos homens no berço e na maturidade; e como te ensinei o Livro e a Sabedoria...”. (Surah 5, Al-Ma’idah: 110)

No Alcorão, os milagres de Jesus (as) estão assim referidos:

  “E (fará dele) um Mensageiro para os Filhos de Israel (dizendo-lhes): Na verdade, eu vim para vós com um Sinal do vosso Senhor, em que faço para vós, de um pedaço de barro, a figura de um pássaro; assopro-a, e ele transforma-se num pássora (vivo) com a permissão de Allah; e curo o cego de nascença, e o leproso, e faço ressuscitar os mortos com a permissão de Allah; e digo-vos o que comeis e o que armazenais em vossas casas. Na verdade, nisso está um Sinal para vós, se sois crentes”. (Sura Al ‘Imran: 49)

  Não obstante todos estes extraordinários acontecimentos até aqui referidos, algumas pessoas rejeitaram arrogantemente os milagres de Jesus (as) e disseram que estes eram magia.

Jesus (as) Comunica a Mensagem e Algumas das Dificuldades por ele Enfrentadas

  Na época em que Jesus (as) foi enviado, o povo de Israel encontrava-se em completo tumulto, tanto no aspecto político como econômico. Por um lado, existiam as cruéis condições infligidas ao público e, por outro, crenças e seitas divergentes que dificultavam a vida.

  O Messias que o povo há tanto esperava era Jesus (as). Por vontade de Allah, Jesus (as) falou quando estava ainda no berço, indicando, assim, ás pessoas que o Messias que aguardavam havia chegado. A partir de então, muitos depositaram nele as suas esperanças em busca de orientação.

  No entanto, houve também pessoas que recusaram aceitar Jesus (as). Os apoiadores do sistema descrente da época, em particular, consideravam-no simplesmente como uma ameaça à sua existência. Por este motivo, planearam matá-lo mal ouviram falar dele. Para seu horror, contudo, os seus planos encontravam-se, logo à partida, condenados ao fracasso. No entanto, isto não os impediu de se declararem inimigos de Jesus (as), enquanto este cumpria a sua missão.

  Não obstante, não foram apenas os descrentes aqueles que se colocaram contra Jesus (as). Durante aquele período, por várias razões, a maioria dos rabinos tomou partido contra Jesus (as), insistindo que este abolira a sua religião e, certamente devido à sua oposição a um Mensageiro de Allah, tornaram-se descrentes.

O que na realidade Jesus (as) fez, foi apenas chamar o povo para o verdadeiro caminho, e eliminar as falsas regras introduzidas no Judaísmo pelos próprios rabinos. O povo de Israel distorcera a sua religião, proibindo o que era permitido pela revelação original, e permitindo o que era proibido pela mesma. Deste modo, haviam mudado completamente o verdadeiro caminho revelado por Allah. Dado isto, Allah enviou Jesus (as) para purificar a verdadeira religião de todas as inovações nela incorporadas numa fase precedente. Jesus (as) chamou o seu povo para o Injil (Evangelho), o qual confirmava a verdadeira Torá revelada o Moisés (Mussa) (as). O versículo em causa no Alcorão é o seguinte:

  “E venho confirmar o que existia antes de mim na Tora, e tornar legal parte do que vos estava proibido; E vim para vós como um. Sinal do vosso Senhor. Portanto, temei a Allah eobedecei-me. (Surah 3, Al ‘Imran: 50)

Num outro versículo, Allah informa-nos de que o Evangelho revelado a Jesus (as) era uma orientação para os crentes para o verdadeiro caminho, e para os ajudar a discernir entre o bem e o mal. Era também um livro que confirmava a Torá:

  “E nas suas pegadas (dos profetas) Nós enviamos Jesus, filho de Maria, para confirmar aquilo que havia sido revelado, antes dele, na Tora; e Nós demos-lhe o Evangelho onde há Orientação e Luz, e a confirmação daquilo que havia sido revelado, antes dele, na Tora: uma orientação e admoestação para aqueles que temem”. (Surah 5, Al-Ma’idah: 46)

As pessoas proeminentes de entre os Filhos de Israel, mais preocupadas com as regras que se haviam tornado tradição, duvidaram do que Jesus (as) trouxera. Isto deveu-se simplesmente ao fato de, na sua opinião, Jesus (as) não enfatizar as regras tradicionais, chamando antes o povo para a devoção a Allah, para a renúncia ao mundo, para a sinceridade, a fraternidade e a honestidade. Ao encontrarem um modo diferente de entender a religião, os Judeus sentiram-se frustrados com o aconselhado por Jesus (as).

 No Alcorão, Allah refere assim o modo como Jesus (as) comunicou os mandamentos de Allah:

“E quando Jesus lhes apresentou as evidências, disse: Trago-vos a sabedoria, para elucidar-vos sobre algo que é objecto das vossas divergências. Temei, pois, a Allah, e obedecei-me! Allah é meu Senhor e vosso. Adorai-O, pois! Eis aqui a senda recta! Porém, os partidos discreparam entre si. Ai dos iníquos, quanto ao castigo do dia doloroso!” (Surah 43, Az-Zukhruf: 63-65)

A sinceridade e a atitude diferente de Jesus (as) atraiu a atenção do povo. O número dos seus seguidores aumentava constantemente.

Os Judeus Afirmam ter matado Jesus (as)

  Sem dúvida alguma, estamos todos familiarizados com a alegação de que os Romanos crucificaram Jesus (as). Como refere a alegação, os Romanos e os rabinos Judeus arrastaram Jesus (as) e crucificaram-no. De fato, todo o mundo Cristão abraça a crença de que Jesus (as) morreu, mas que depois voltou à vida e ascendeu aos céus.

Contudo, quando nos referimos ao Alcorão, verificamos que o que realmente aconteceu não é conforme se acredita:

  “E por dizerem: Nós matamos o Messias, Jesus, filho de Maria, Mensageiro de Allah” mas eles não o mataram, nem o crucificaram, apenas isso lhes foi simulado. E aqueles que discordam quanto a isso, estão na dúvida, pois não possuem conhecimento algum, e apenas fazem conjecturas; e o fato é que eles não o mataram. Outrossim, Allah elevou-o até Ele; E, na verdade, Allah é Poderoso e Sábio”. (Surah 4, An-Nissa’: 157-158)

  O fato que o Alcorão nos revela é óbvio. A tentativa dos Romanos, provocada pelos Judeus, para assassinar Jesus (as), mostrou ser mal sucedida.

A expressão citada a partir do versículo acima mencionado “apenas isso lhes foi simulado” explica a verdadeira natureza deste acontecimento. Jesus (as) não foi assassinado mas elevado à presença de Allah.

Além disso, Allah chama a nossa atenção para o fato de que, aqueles que isto afirmaram, nada sabiam a respeito da verdade.

De novo, num outro versículo, Allah diz que, Ele Próprio, receberia Jesus (as) de volta e que Ele o elevaria para Si:

  “Quando Allah disse: Oh Jesus! Na verdade, tomar-te-ei, e elevar-te-ei até Mim, e purificar-te-ei desses que descrêem; e colocarei os que te seguem acima dos descrentes, até ao Dia da Ressurreição: então todos voltareis junto de Mim, e julgarei entre vós as questões para quais divergis”. (Surah 3, Al ‘Imran: 55)

Analisaremos o real significado da palavra “tomar-te-ei” no capítulo seguinte. Outras importantes provas, que o Alcorão nos proporciona relativamente a este assunto, são as expressões gerais usadas para a morte de outros profetas. As expressões usadas no Alcorão para a morte ou para o assassinato de profetas, são muito claras.

Por exemplo, na Surat an-Nissa’:155, existe um exemplo explícito.

“(Eles incorreram no Divino descontentamento), por terem quebrado o seu pacto; por terem rejeitado os versículos de Allah; por terem assassinado os Profetas sem direito algum para o fazerem; e por terem dito: “Os nossos corações estão insensíveis”. Allah lhes selou os corações, pela sua descrença, ...”.

A expressão usada para Jesus (as) no Alcorão é muito clara: “Eles não o mataram, nem o crucificaram” é a prova de que Jesus (as) não foi morto, independentemente do método utilizado para este fim.

Jesus (as) Não Morreu

Um exame aos versículos do Alcorão relacionados com Jesus (as), indicam que Jesus (as) não morreu nem foi morto, mas que foi elevado à presença de Allah.

  Como atrás mencionado, na Surat an-Nissa’, é referido que Jesus (as) não foi morto mas elevado à presença de Allah. O versículo em questão é o seguinte:

  “E por dizerem: “Nós matamos o Messias, Jesus, filho de Maria, Mensageiro de Allah” mas eles não o mataram, nem o crucificaram, apenas isso lhes foi simulado. E aqueles que discordam quanto a isso, estão na dúvida, pois não possuem conhecimento algum, e apenas fazem conjecturas; e o facto é que eles não o mataram. Outrossim, Allah elevou-até Ele; E, na verdade, Allah é Poderoso e Sábio”. (Surah 4, An-Nissa’: 157-158)