|
“Ai daqueles que copiam o Livro,
(alterando-o) com as suas mãos, e então dizem: Isto emana de Deus,
para negociá-lo a vil preço. Ai deles, pelo que as suas mãos
escreveram! E ai deles, pelo que lucraram!” (Alcorão 2:79)
“E quando lhes foi apresentado um Mensageiro (Muhammad) de Deus, que
corroborou o que já possuíam, alguns dos adeptos do Livro (os
judeus) atiraram às costas o Livro de Deus, como se não o
conhecessem.” (Alcorão 2:101)
“Não acrescentareis à palavra que vos mando, nem diminuireis dela,
para que guardeis os mandamentos do Senhor vosso Deus, que eu vos
mando.” (Deuteronômio 4:2)
Comecemos do começo. Nenhum estudioso da Bíblia na terra jamais
reivindicará que a Bíblia foi escrita pelo próprio Jesus. Todos
concordam que a Bíblia foi escrita depois da partida de Jesus, que a
paz esteja sobre ele. O Dr. W Graham Scroggie do Instituto Bíblico
Moody, em Chicago, uma missão evangélica cristã de prestígio, diz:
“... Sim, a Bíblia é humana, embora alguns em nome do zelo que não
está de acordo com o conhecimento, neguem isso. Aqueles livros
passaram pelas mentes dos homens, são escritos na língua do homem,
foram escritos pelas mãos dos homens e carregam em seu estilo as
características dos homens... É Humano e, ainda assim, Divino,”
Outro estudioso cristão, Kenneth Cragg, o bispo anglicano de
Jerusalém, diz:
“...Nem tanto o Novo Testamento... Existe uma condensação e edição;
existe escolha na reprodução e testemunho. Os Evangelhos têm a mente
da igreja por trás dos autores. Representam experiência e
história...”
“É bem conhecido que o Evangelho cristão primitivo foi inicialmente
transmitido oralmente e que essa tradição oral resultou em relatos
variantes de palavras e atos. É igualmente verdade que quando o
registro cristão foi transformado em escrita continuou a ser sujeito
à variação oral involuntária e intencional, nas mãos dos escribas e
editores.”
“De fato, todos os livros do Novo Testamento com exceção das quatro
grandes epístolas de São Paulo são no momento mais ou menos temas de
controvérsias, e interpolações são reivindicadas mesmo naqueles.”
O Dr. Lobegott Friedrich Konstantin Von Tischendorf, um dos
defensores cristãos da Trindade mais conservadores e inflexíveis,
foi ele mesmo levado a admitir que:
“[o Novo Testamento tinha] sofrido modificações tão sérias de
significado em muitas passagens que nos deixava em incerteza
dolorosa em relação ao que os Apóstolos tinham de fato escrito”
Depois de listar muitos exemplos de afirmações contraditórias na
Bíblia, o Dr. Frederic Kenyon diz:
“Além das discrepâncias maiores, como essas, são raros os versos nos
quais não exista algum tipo de variação de frase em algumas cópias
[dos manuscritos antigos dos quais a Bíblia foi coletada]. Ninguém
pode dizer que essas adições ou omissões ou alterações são assuntos
de mera indiferença”
Ao longo desse livro você encontrará incontáveis citações
semelhantes de alguns dos principais estudiosos da Cristandade.
Vamos nos contentar com essas por enquanto.
Os cristãos em geral são pessoas boas e decentes e quanto mais
fortes são suas convicções, mais decentes eles são. Isso é atestado
no nobre Alcorão:
“...aqueles que estão mais próximos do afeto dos crentes são os que
dizem: Somos cristãos!, porque possuem sacerdotes e não ensoberbecem
de coisa alguma. E, ao escutarem o que foi revelado ao Mensageiro,
tu vês lágrimas a lhes brotarem nos olhos; reconhecem naquilo a
verdade, dizendo: Ó Senhor nosso, cremos! Inscreve-nos entre os
testemunhadores!” (Alcorão 5:82-83)
Todas as “versões” bíblicas da Bíblia anteriores à versão revisada
de 1881 dependiam das “Cópias Antigas” (aquelas que datavam de
quinhentos a seiscentos anos depois de Jesus). Os revisores da
Versão Padrão Revisada (Revised Standard Version (RSV)) de 1952
foram os primeiros estudiosos bíblicos a terem acesso às “cópias
MAIS antigas” que datam de trezentos a quatrocentos anos depois de
Cristo. É lógico supormos que quanto mais próximo um documento é da
fonte, mais autêntico ele é. Vejamos qual é a opinião da Cristandade
com relação à versão mais revisada da Bíblia (revisada em 1952 e
novamente em 1971):
“A melhor versão que foi produzida no século atual” – (jornal da
Igreja da Inglaterra)
“Uma tradução completamente nova por estudiosos da mais alta
eminência” - (suplemento literário do Times)
“As características muito amadas da versão autorizada combinadas com
uma nova precisão de tradução” (Life and Work)
“A versão mais precisa e próxima do original” – (jornal “The Times)
Os próprios editores (Collins) mencionam na página 10 de suas notas:
“Esta Bíblia (RSV) é o produto de trinta e dois estudiosos
assistidos por um comitê consultivo representando cinqüenta
denominações”
Vejamos o que esses trinta e dois estudiosos cristãos da mais alta
eminência apoiados pelas cinqüenta denominações cristãs têm a dizer
sobre a Versão Autorizada, ou como é mais conhecida, a Versão do Rei
Jaime (KJV). No prefácio da RSV de 1971 encontramos o seguinte:
“...Ainda assim a Versão do Rei Jaime tem DEFEITOS GRAVES...”
Prosseguem nos prevenindo que:
“...Esses defeitos SÃO TANTOS E TÃO SÉRIOS que requerem uma revisão”
As Testemunhas de Jeová em sua revista “DESPERTAI!” datada de 8 de
setembro de 1957 publicou a seguinte manchete: “50.000 Erros na
Bíblia” onde diziam “...existem provavelmente 50.000 erros na
Bíblia...erros que se infiltraram no texto bíblico... 50.000 erros
sérios...” Depois de tudo isso, entretanto, eles prosseguem dizendo:
“... como um todo a Bíblia é precisa.” Vejamos apenas alguns poucos
desses erros. |